Tinder para roupas usadas: conheça o Roupa Livre app

Em 08.12.2015   Arquivado em Sem categoria
Fashion and Sustainability - Fonte Fashion Maga-zine

Fonte: Fashion Maga-Zine

Você se lembra daquelas peças que estão encostadinhas no seu armário? Elas tiveram o seu brilho um dia, mas hoje não servem mais ou não combinam mais com o seu estilo. Daí ficam lá no cantinho delas, olhando para você a cada vez que você abre o armário, as encara, lembra das aventuras legais que passou com elas e não as escolhe. Eu entendo o sentimento, pessoal, mas uma #Girlboss sabe que roupa parada é símbolo de estagnação. E o que estamos precisando agora, principalmente neste 2015 pesadíssimo, é de mudanças boas. Que tal dar um destino legal a essas peças paradas em um esquema Tinder? Esta é a proposta do aplicativo Roupa Livre, que está em campanha de financiamento no Catarse.

(mais…)

Fundawear: a wearable que conecta parceiros a longas distâncias através do toque

Em 08.02.2015   Arquivado em Sem categoria

Nós já falamos aqui no Fashiombudz sobre o burburinho que as wearables estão causando no mundo da Moda e da Tecnologia. Mas parece que elas também prometem sacudir o Valentine’s Day, especialmente de quem namora à distância.

Em parceria com Ben Moir e a Havas Worldwide, Billie Whitehouse desenvolveu para a Durex Australia a Fundawear. É a primeira tecnologia vestível que permite aos usuários transferir os toques das próprias mãos para um parceiro que esteja em qualquer lugar do mundo através de um aplicativo de smartphone.

Fundawear. Fonte: Wearable Experiments.

Fundawear. Fonte: Wearable Experiments.

As peças foram feitas à mão por Billie com tecidos à base de bambu de alta qualidade, conciliando tecnologias sem costura com um desenho elegante. O protótipo transfere toques físicos através de minisensores no interior da Fundawear, que recriam os toques na pele de quem usa a peça. O princípio é semelhante ao que habilita a vibração dos celulares. Cosquinhas e brincadeiras tentadoras serão possíveis até para os parceiros que estão a longas distâncias!

Veja uma demonstração da Fundawear abaixo:

Capa: Wearable Experiments.

A Moda redefinida pela Tecnologia: Conheça as Wearables

Em 06.02.2015   Arquivado em Sem categoria

Se você pensou no Google Glass ou em smartwatches, eu sinto lhe dizer, caro amigo, mas você está um pouco atrasado. Pelo menos em relação a uma exposição no Brooklyn que está causando burburinhos nos mundos da Moda e da Tecnologia. Cloud Couture: The Intimate Connection Between Fashion and Technology revela as transformações que a tecnologia está provocando no vestuário do século XXI. O evento foi programado para coincidir com a New York Fashion Week, entre os dias 6 a 12 de fevereiro. A iniciativa é do Brooklyn Fashion + Design Accelerator (BF+DA), um hub do Pratt’s Institute para promoção da moda e design éticos, providenciando aos criadores recursos para que eles transformem suas ideias em negócios de sucesso.

Criação de Francis Bitonti. Fonte: Racked.

Criação de Francis Bitonti. Fonte: Racked.

Dentre diversas atrações, os visitantes terão a experiência de verificar como funciona o escaneamento do corpo para impressão 3D, além de interagir com instalações reativas que mudam com o toque, designs futurísticos para viajantes do espaço e peças de vestuário desenvolvidas pela NASA. No dia do encerramento, o painel “Intimacy and Tecnology” vai debater como as tecnologias “vestíveis” (wearable) remodelam nossas relações físicas com a internet, megadados, marcas e com a privacidade.

Billie Whitehouse é autora da Navigate Jacket (“Jaqueta Navegável”). A criação possui um dispositivo eletrônico no tecido que bate de leve no ombro direito ou esquerdo para direcionar uma pessoa, assim como um celular vibra para anunciar uma ligação. Ele dá tapinhas duplos em ambos os ombros quando o usuário chega ao lugar certo. As direções vêm do celular por Bluetooth até os dispositivos nos ombros da jaqueta. “A tecnologia vestível deve ser invisível. Você será capaz de ver as coisas ao seu redor com seus próprios olhos, ao invés de olhar o mundo através de uma tela”, disse Whitehouse ao New York Times. Aliás, a Navigate Jacket pode ser conferida no vídeo abaixo:

Navigate Jaquet. Fonte: Wearable Experiments.

Navigate Jaquet. Fonte: Wearable Experiments.

Navigate Jaquet - Wearble Experiments

Navigate Jaquet – Wearble Experiments

Outro expositor é o estúdio Francis Bitonti, que produz, dentre outras peças, joias de luxo em impressoras 3D. Ele também foi responsável pelo vestido impresso em 3D e cravado de cristais Swarovski, usado por Dita Von Teese:

Vestido do Francis Bitonti Studio, inteiramente produzido em uma impressora 3D e cravejado de cristais Swarovski.

Vestido do Francis Bitonti Studio, inteiramente produzido em uma impressora 3D e cravejado de cristais Swarovski.

Criação de Francis Bitonti para a exposição Cloud Couture.

Criação de Francis Bitonti para a exposição Cloud Couture.

Este vídeo do MakerBot faz uma bela introduçaõ sobre o trabalho de Francis Bitonti!

Também em depoimento ao NY Times, a estudante Kristin Neidlinger observou que as ferramentas wearables seriam úteis para pessoas com distúrbios de processos sensórios. Neidlinger então idealizou o Mood Sweater (“suéter do humor”): “Ele lê os seus níveis de excitação. Dois sensores localizados nas mãos lêem a umidade e traduzem em uma paleta de cores afetivas”.

Embora as narrativas jornalísticas sobre a exposição tenham um tom fantástico, acredito que as ideias sejam bastante tangíveis. Mas vale pensar: a aplicação da tecnologia vestível introduz uma novo nível de monitoração e localização da experiência humana. Junto destas inovações, há grandes implicações sobre a privacidade. Estamos legalmente preparados para isto? Os obstáculos para implantação destas tecnologias são semelhantes aos do Google Glass, como disserta este artigo do New Yorker. Ainda assim, como observou Whitehouse, não deixa de ser animador o fato de que não precisaremos do intermédio de uma tela para incorporar as facilidades da tecnologia às nossas experiências, como demonstra esta interessante palestra de Ben Moir ao TEDx.

Para conhecer um pouco mais da programação da exposição Cloud Couture, clique aqui. A reportagem completa do New York Times pode ser lida aqui.

Capa: Wearable Experiments.

Conheça a Dear Kate

Em 26.07.2014   Arquivado em Sem categoria

A primeira entrevista do Fashiombudz é internacional. Conheci a Dear Kate através do site Under the Unders, que foi uma grande inspiração para que eu retomasse meu interesse por Moda e iniciasse um olhar mais apurado sobre o tema.
A Dear Kate se propõe a construir um novo conceito para lingeries a partir do trabalho da engenheira química Julie Sygiel, que criou um tecido com grande potencial absorvente e que oferece à pele a possibilidade de respirar – a tecnologia Underlux. O que me atraiu foi a proposta da marca de conceder às mulheres a confiança para fazer o que quiserem oferecendo uma lingerie que se condicionasse aos desafios do cotidiano. Assim, enviei algumas perguntas que foram prontamente (que pique!) respondidas por Jenna Steckel, membro da equipe. A entrevista também está disponível em inglês para os bons entendedores e foi traduzida por mim.
The interview in English is at the end of this page.

DearKate

1. Qual é a diferença de produzir um produto feito de mulheres para mulheres?

Dear Kate foi fundada para solucionar um problema que a Julie, a fundadora, experimentou por ela mesma. Quando você parte de uma necessidade para você mesmo e da comunidade daqueles com necessidades similares, você cria algo que é mais consciente das verdadeiras necessidades da comunidade que tem em mente, orientado para algo que realmente funcione, muito além de algo que talvez soe como uma boa ideia.

2. Por que uma boa lingerie empoderaria mulheres?

É algo que você veste todos os dias, perto de seu corpo, então as mulheres esperam muito disto!

3. As peças da Dear Kate se relacionam com a rotina das mulheres. Qual é a importância de uma marca entender o cotidiano das mulheres? É algo que está em falta no mercado?

Mais e mais, marcas estão tentando acessar o que as mulheres realmente necessitam, mas desenhar inteligentemente para mulheres especificamente ainda é uma exceção, tristemente.

4. A história de Brittany no blog Brittany Herself sobre a Dear Kate nos mostra que há uma distinção sobre a aproximação entre a marca e seus clientes. Como você descreve esta relação entre a marca e seus clientes? Há alguma singularidade no modo como vocês se aproximam da cliente por se tratar de um produto íntimo?

Nós realmente priorizamos criar uma comunidade com nossos clientes, através de um rápido questionário de nossa maravilhosa representante de serviços Heidi, perguntando às pessoas sobre o feedback delas sobre novos produtos a desenvolver e como chamá-los, para conversas em mídias sociais. Eu gosto de sua ideia de que o vínculo é mais profundo por causa da natureza íntima do produto, eu não havia pensado nisto assim, mas definitivamente faz sentido!

Imagem de divulgação da coleção Queen Fancies. Fonte: www.dearkates.com

Imagem de divulgação da coleção Queen Fancies

5. Nos lookbooks, vocês retratam mulheres que não têm os corpos privilegiados pelas revistas. Por que vocês escolhem estas mulheres: Queen Fancies é uma coleção maravilhosa. Vocês se identificam com as ideias do body positive?

Claro! Imagine o que nós poderíamos realizar se nós pudéssemos devotar toda a energia e tempo que tantos de nós gastamos odiando e alterando mentalmente nossos corpos ou qualquer outra coisa. Seria como encontrar uma hora extra no dia.

6. Vocês criaram uma coleção especialmente voltada para esportes. Qual é o interesse da Dear Kate ao oferecer produtos de esportes para o público feminino? Há algum déficit de produtos esportivos para mulheres?

Muitos clientes escreveram pedindo por uma coleção de esportes, então nós desenhamos uma íntegra para ser verdadeiramente confortável e que desse apoio durante as atividades para as quais você realmente quer trabalhar, que ajudasse você a fazer suas coisas.

Imagem de divulgação da Sports Collection. Fonte: www.dearkates.com/

Imagem de divulgação da Sports Collection

7. Qual é a proposta do Go Commando?

Nós notamos que as calças de yoga eram estreitas e apertadas, o que significava que as pessoas encaravam um dilema: usar lingeries e senti-las enfeixar e irem para cima e para baixo e saber que elas provavelmente iriam aparecer debaixo das calças, ou ir sem elas e estressar sobre calças molhadas e transparentes. Então nós criamos calças de yoga que são feitas para ser mais firmes que a maioria, com a inserção do tecido Dear Kate Underlux que protege da mesma maneira que todas as Dear Kates o fazem.

8. O crowdfunding (financiamento coletivo) é uma forma de engajamento? Vocês acreditam que a moda pode envolver mais as pessoas em seus modos de produção?

Sim, absolutamente! Kickstarter têm nos ajudado a realmente ouvir o que as pessoas gostam, querem, e desejam que nós mudemos, o que tem sido maravilhoso. Nós pedimos às pessoas para votarem em vários componentes para esta campanha, das cores que oferecemos para contraste de costura aos estilos de sutiãs que elas queriam, e adicionamos shorts longos depois de muitas mulheres pedirem por eles. Tem sido fascinante ouvir o que as pessoas gostam!

A Dear Kate já foi noticiada pelo jornal Folha de S. Paulo . Para saber outras informações sobre a marca e adquirir um modelo, clique aqui. A dica da autora é acompanhar o Instagram da marca: é realmente estimulante!

Dear Kate’s Interview

1. What’s the difference about a product made by women to women?

Dear Kate was founded to solve a problem that Julie, the founder, experienced herself. When you come from needing a solution for yourself and from being in the community of those with similar needs, you create something that is more aware of the true needs of the community it’s intended for in mind, leading to something that really works, rather than something that maybe just sounds like a good idea.

2. Why a good lingerie would empower women?
It’s something you wear everyday, close to your body, so women should expect a lot from it!

3. Dear Kate’s clothes are related to the women’s routine. What’s the importance of a brand understand the daily lives of women? Is it something that is missing in the market?

More and more, brands are trying to assess what women really need, but designing intelligently for women specifically is still the exception, sadly.

4. Brittany’s story in Brittany Herself about Dear Kate show us that there is a distinction about the approach between the brand and the clients. How do you describe this relationship between the brand and clients? There is some singularity in the way that you approache the client because it’s about a intimate product?

We really prioritize creating a community with our customers, through speedy question-answering from our amazing customer service rep Heidi, to asking people for their feedback on what new products to develop and what to name them, to conversations on social media. I like your idea that the bond is deeper because of the intimate nature of the product, I hadn’t thought of it like that, but it definitely makes sense!

5. In the lookbooks, you portrays women that doesn’t have bodies privileged by magazines. Why do you choose these women? Queen Fancies collection is amazing. Do you identify with the ideias of body positive?

Of course! Imagine what we could accomplish if we could devote the energy and time so many of us spend hating and mentally altering our bodies on anything else. It’d be like finding an extra hour in the day.

6. You have created a collection specially facing for sports. What’s the interest of Dear Kate for offering sports products for female audience? There is a deficit about sports products created for women?

A lot of customers wrote in asking for a sport collection, so we designed one that’s no-nonsense enough to be truly comfortable and supportive during activities for which you really want workout wear that will help you do your thing.

7. What’s the proposal of Go Commando?

We noticed that yoga pants were thin and tight, which meant people faced a dilemma: wear underwear and feel them bunch up and ride up and down and knwo that they were probably going to show through your pants, or go without and stress over sweat and see-through pants. So we created yoga pants that are made to be sturdier than most, with an inset of the Dear Kate Underlux fabric that protects the same way all Dear Kate underwear does.

8. Is crowdfunding a form of engagement? Do you believe fashion can involve more people in their modes of production?

Yes, absolutely! Kickstarter has helped us really get to hear what people like, want, and want us to change, which has been awesome. We asked people to vote on a lot of components of this campaign, from the colors we offered for contrast stitching to the bralet style they wanted, and we added longer shorts after many women asked for them. It’s been really fascinating to hear what people like!